Adições. Uma estrada com fim

Pedro Filipe Silva, jornalista da Rádio Renascença, editou o programa "Adições"

0
47

Adições. Comportamentos aditivos. Dependências. Várias expressões para algo tão complexo. É uma realidade que está entre nós, todos os dias, e que, por vezes, não queremos ver. É necessário abordá-lo, para não normalizar e ajudar e combater. Porque esta estrada também tem um fim.

(Re)descobrir o tema das adições. Foi com este propósito que partiram os alunos desta edição do REC – Repórteres em Construção. Falar do vício do tabaco, do álcool e das drogas pode ser o mais óbvio. Foi por isso necessário olhar para o tema das dependências de uma forma mais abrangente.

Começamos com o vício em colecionar antiguidades. Parece ser algo ligeiro numa primeira abordagem, mas pode muito bem condicionar a vida do colecionador e de quem vive com ele.

A busca incessante por momentos que tragam adrenalina pode surpreender na abordagem às adições, mas existe. O perigo associado a este vício está lá, por vezes disfarçado pelo lado mais radical desta realidade. No campo dos temas que não são óbvios está também uma abordagem às tatuagens. Vício ou estética? Eis a questão.

Um olhar positivo para os vícios. É possível, porque esta estrada tem mesmo um fim. Nesta edição, há por isso espaço para revelar histórias de superação de toxicodependentes, mas não só. Também de pessoas com distúrbios alimentares, vício nas compras ou nos estudos.

Abordar todos estes temas é por si só complexo e em plena pandemia tornou-se ainda mais desafiante. Entrevistas, trabalho em equipa e até o acompanhamento com o editor. Tudo à distância. Está feito, pronto para ser ouvido e lido.

Neste programa participaram Judite Ferreira e Ana Margarida Santana da Universidade Autónoma de Lisboa; Rita Sousa, Michelle Coelho, Mariana Gonçalves e Mariana Serrano da Escola Superior de Comunicação Social do Politécnico Lisboa; Maria Lobo da Escola Superior de Educação de Viseu; Jéssica Ângelo, João Pedro Santos, Joana Rodrigues, Liliana Ferreira e Mariana Rodrigues da Universidade Nova de Lisboa. A locução é de João Pedro Santos e a edição e pós-produção é de Pedro Filipe Silva, jornalista da Renascença.