A identidade não cabe num CC

Pedro Mesquita, jornalista da Rádio Renascença e editor do programa "Identidades"

0
77

“O que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa”. Pensamos, sentimos e falamos. Somos humanos, numa palavra. A receita parece simples. Mas o que somos não cabe num Cartão de Cidadão. Somos uma “imensa maioria de ladrilhos desencontrados”.

As diferenças que nos unem: O que distingue um homem de uma mulher? O que distingue um homem de um homem, ou uma mulher de uma mulher? Como se pode reconstruir ou encontrar a verdadeira identidade? Como se dá a transformação ou o reencontro? É possível ter uma vida dupla ou escapar à realidade, ainda que por umas horas?

São tantas, tantas as perguntas que se nos colocam – estas e muitas mais – quando partimos em busca da nossa condição comum de seres humanos…

Humanos, sobretudo, quando perante todas estas parcelas, formadas de maiorias e de imensas maiorias, somos capazes de abrir caminho a uma Declaração Universal.

Começa assim:

Artigo 1
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo 2
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo 3
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.

Este programa dos Repórteres em Construção apresenta algumas das texturas que definem como seres humanos.

As texturas, as cores, os desassossegos, transformações e conquistas mas também os sabores, nas reportagens de Diogo Moniz da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa; Carolina Fernandes, Inês Salvador e Ana Margarida Rodrigues da Universidade da Beira Interior; João Ângelo, Hugo Gonçalves e Patrícia Silva da Universidade do Minho; Diogo Gouveia e Carolina Freitas do IADE-Faculdade de Design Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia Ana La-Salete Silva, Rui Cunha, Sara Cardoso e Ana Isabel Ribeiro da Universidade do Porto; Locução de Hugo Gonçalves e Patrícia Silva.

Textos e edição de Pedro Mesquita, jornalista da Rádio Renascença. A edição e pós-produção é de Miguel Van-der Kellen, da Universidade Autónoma de Lisboa. A edição multimédia é de Teresa Abecasis, professora da Escola Superior de Comunicação Social e jornalista do jornal Público. A coordenação é de Isabel Reis, da Universidade do Porto.